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| Parte I |
| Boom Bop-a-Buh Dang Doo! |
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| “Rock and Roll é Rock and Roll. Ninguém vai derrubar esse som. Se conseguirem, quero ouvir.” – palavras de Mr. Jerry Lee Lewis (1) |
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Intróito
(2).
Regozijai-vos
diletantes
(3) da boa música. Nesse desabrochar de século festejam-se os cinqüenta anos, ou seriam sessenta?!, daquele que é o mais mutante de todos gêneros musicais conhecidos. “Ladies and Gentlemen”, com vocês: Mr. Rock and Roll!
Seu berço, os Estados Unidos da América do Norte; seus ancestrais,veremos adiante; sua família – ou habitat... o Mundo!
Ainda no ventre, forjava-se seu caráter e temperamento sob condições tempestuosas de pós-guerra: da Segunda Grande (1939-1945). A sociedade norte-americana via-se embrulhada em graves problemas e distúrbios sociais e étnicos. O pudor – público, obviamente! – e os costumes eram severamente controlados. Surgiu, então, nosso herói: maroto, desavergonhado, provocante, “endiabrado”; por fim, magnanimamente rebelde. E, por Tutatis! Como a irredutível aldeia gaulesa de Asterix frente ao poderosíssimo Império Romano ele resistiu heroicamente à pressão maiúscula do
“Establishment”
(4),Oooo Yeah!
Reza a lenda que a expressão Rock and Roll teria sido largamente empregada pelas comunidades afro-americanas para designar: dança, festas e/ou qualquer tipo de bolinagem, culminando com a significância de
coito
(5). Não é maravilhosamente sutil e fecunda a imaginação humana!?
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Dentre os incontáveis antepassados , e/ou parentes, do Rock and Roll, convém destacar: o American Southern Traditional Folk, o Acoustic/Rural Blues, o Swing jazz e o Gospel Music.
American Southern Traditional Folk. Originário da Europa, especialmente das Ilhas Britânicas, aportou nos EUA no século XVII e, desde aqueles tempos, já se compunha de uma mistura de diferentes estilos musicais folclóricos.Fixou-se com mais entusiasmo e viço nos Estados do Sul. Disseminou pelo país o uso de seus instrumentos de cordas ( banjos, violinos, violas etc) e elementos harmônicos; seu repertório tornou-se conhecido por todos os músicos norte-americanos, fossem também de Jazz ou de Blues; formou-se uma consciência coletiva. Mr. Woody Guthrie é tido como o primeiro grande cantor, poeta e cronista de Folk, isto pelos idos de 1930 e 1940. Guthrie exerceria estupenda influência sobre os pósteros intérpretes, p. ex.: Bob Dylan.
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Contudo, apenas em 1950, o Folk atingiria as massa com a canção “Goodnight Irene” (6) do grupo The Weavers, alcançando a ponta das paradas e se mantendo no posto durante treze semanas. Do Folk descenderiam, em ordem cronológica: o Early Country Music, o Country Swing & Boogie e o Early Rockabilly. Que imbróglio (7), hein!? |
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| Blues. No limiar do século XX, as populações afro-americanas do Sul geraram uma forma de música tão triste e lastimosa que, tamanho sofrimento, só poderia provocar fascínio e reverência. Era uma música sofrida, debulhada em pranto; inspirada nas duras condições de vida e de labor dos (as) trabalhadores (as) das antigas fazendas algodoeiras – algo como os “nossos” bóias-frias de hoje! Era um som cru, transbordante de energia, suplicante a Deus e aos homens por justiça e liberdade; destarte, detentor de desmedida vocalização. Faz-se mister ressaltar a importância dos povos nativos norte-americanos, os “peles-vermelhas” (8), em toda essa fusão de componentes culturais. |
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Tanto o Rock como o Blues não tiveram um único criador. Gostaria,entretanto, de mencionar Mr. William Christopher Handy; por muitos, apelidado de “Pai do Blues”. Nascido nos barrancos do rio Tennessee em Florence (Norte do Alabama), no ano de 1873. Sua infância e adolescência absorveram a musicalização
de Igrejas Metodistas. Adulto resolveu seguir a carreira artística, para isto seguiu para Saint Loius e Memphis. Tocava trompete e piano. Dizem por aí, que,certa vez, enquanto aguardava um trem numa determinada estação do interior, deparou com um músico de rua que batia nas cordas de seu violão com uma faca e o som que produzia era bem peculiar, especial. |
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Handy teria assimilado aquela cantiga de “blues arcaico” e, posteriormente, transcrito musicalmente no papel. Em 1912, publicou a obra: “Memphis Blues” e padronizou a forma americana de música que ficaria conhecida por Blues. Fale-
ceu em 1958.
O parágrafo acima serviu para prefaciar o Acoustic/Rural Blues. Ele que, para nosso herói “moleque-cinqüentão” é, sem dúvida, o “Tiozão”, com quem tem afinidade de sobra... (...) nossa aventura encontra-se apenas no intróito. |
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1 - Multiaclamativo e multiaclamado pianista e vocalista de: Rock and Roll, Traditional Country e Honky Tonk. Oriundo de Ferriday – California – USA; nasceu em 29 de setembro de 1935. Já na década de ’50 fazia jus ao apelido: “The Killer”. Sua biografia vale a pena ser examinada! Em 1989, foi lançado um filme sobre a sua vida intitulado, em português: “A Fera do Rock”. Em minha opinião, divide com Sr. Lemmy Kilmister (do grupo Motörhead) a honraria de mais alta figura do Rock, haja vista a absoluta carência de papas na língua de ambos; um descaramento, todavia, embasado em abundância de verdades e coerência! ...retornar
2 - Começo; princípio. Aqui, também cabe como uma apresentação ou prefácio. ...retornar
3 - Diz-se daquela pessoa que exerce e/ou se ocupa de uma arte e/ou assunto por gosto, como amador. Também serve para indicar aquele indivíduo apaixonado por música. ...retornar
4 - Termo em inglês. Segundo o “pai-dos-burros”, ou dicionário, indica a instituição de todo o agrupamento de idéias: filosóficas, sociais, econômicas, políticas e religiosas construídas e mantidas, como hábito e costume, por grupos dominantes numa determinada sociedade. ...retornar
5 - Acasalamento; relação sexual. ...retornar
6 - Em verdade, esta canção foi composta por Headdie Leadbetter, ou simplesmente Leadbelly, nascido em Mooringsport – Louisiana – USA. Leadbelly era blueseiro; descendia de índios Cherokees e de negros. ...retornar
7 - Trapalhada; confusão; mixórdia. ...retornar
8 - Indígenas das terras que hoje compreendem a totalidade dos Estados Unidos da América do Norte e o Sul do Canadá. Não haviam se organizado em grandes estados e não possuíam cidades (tirantes os “pueblos”), estradas ou monumentos pomposos. Ao contrário, dividiam-se em nações, e estas em tribos autônomas, que levavam vida primitiva e por vezes nômade. Ficaram célebres as nações dos Seminolas (Península da Florida), dos Cheyennes e Siouxs (Meio-Norte) e dos Apaches (Sul) que enfrentaram duramente as tropas do exército norte-americano em seu avanço por conquista e colonização territoriais nos séculos XVIII e XIX. A coloração da pele, entre as numerosíssimas tribos “peles-vermelhas”, variava a rodo. Algumas apresentavam-se morena e olivácea, outras, amarelada e, outras ainda, tendiam para o branco. Supõe-se que a designação “pele-vermelha”foi adotada em razão do costume de ungirem seus corpos e rostos com matéria corante daquela cor. É isso aí, “cara-pálida”! ...retornar
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