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| Parte VII |
| Os Quatro Cavaleiros do RockApocalipse – parte II |
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Richard Wayne Penniman (1932-...)
O sobredito respeitável senhor norte-americano nascido na Geórgia prefere que o chamem Little Richard.
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Pertencente a uma família religiosa, desde tenra idade canta em corais e participa de concursos de calouros. Ele tem queda especial pela Igreja Pentecostalista com suas sessões musicais descontraídas e alegres. Entre 1951 e 1954, obscuramente, inicia-se no mundo das gravações, trabalhando para a Peacock Records.

No ano subseqüente, passa para a Specialty Records, onde conhece Ray Charles e produz o hino do Rock and Roll: “Tutti Frutti”. Nos espaços de doze meses adiante, Mr. Penniman alcança notoriedade com “hit singles” (canções de sucesso) como: “Long Tall Sally”, “Rip It Up”, “The Girl Can’t Help IT”, “Slipping and Sliding”, “Jenny Jenny”, “Good Golly, Miss Molly” e “Keep A Knocking”.
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Voltando ao consabido ditado de Antoine Laurent Lavoisier (1743-1794) que afirma a eterna – e ininterrupta - transformação das coisas existentes em outras coisas existentes, nosso herói diz-se muito influenciado pelo jeito gritante do Gospel de Sister Rosetta Tharpe (1915-1973). Sofre enorme influxo também de outra intérprete da Música Negra de Igreja Estadunidense: Marion Williams (1927-1994). Mrs. Williams teria sido a criadora do aclamadíssimo “gritinho marca registrada” de Mr.Penniman: “Whoooo Whoooo”. Essas duas cantoras forjam toda a pompa frenética e fervorosa do homem de palco Little Richard.

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Incluem-se na extensa lista de artistas que lhe rendem protestos de veneração e/ou respeito: Elvis Presley, Bob Dylan, James Brown, Eric Clapton, The Beatles, The Rolling Stones, Jimi Hendrix, Pat Boone, Cinderella...
Little Richard é considerado – com muita justeza – um dos principais pioneiros do megagênero musical Rock and Roll. Ele desempenha um papel relevante na mixagem (e transformação) de estilos Boogie Woogie, Blues e Gospel em Rock. Qual Jerry Lee Lewis, seu estilo agressivo de cantar e tocar piano agrada as platéias (e as tais de críticas especializadas) do Mundo Inteiro.

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Precocemente, em 1957, Richard decide abandonar a carreira terráquea agitada de músico (com raro dom de carismática performance) para se tornar pastor (ou reverendo). Até aí, tudo bem! Absolutamente, não tenho nada contra! Nos restolhos da década de sessenta e durante a de setenta, ele volta ao circuito mágico do Rock and Roll, mas não consegue alcançar as glórias vividas no passado.
Estupidez e ignorância (de qualquer categoria) incomodam-me prá valer. Não sei se é verdade a declaração de Mr. Richard, referindo-se ao Rock and Roll como “algo” advindo das entranhas do subterrâneo maldito. Gostaria de lembrar aos queridos (as) leitores que toda essa história de “fogueira”, “do mal”, “Inferno” e tralalá há muito tempo vem sendo utilizada como história da carochinha ou bicho-papão com propósitos pouco louváveis. É carnavalesco. O povo serve-se do profano e da figura do “lado proibido” para expressar o seu desabafo perante as convenções públicas (oficiais); da mesma forma, alguns roqueiros começaram a empregar representações “demoníacas” para chocar e chamar a atenção. Infelizmente, esse lado grotesco (de protesto) e divertido vem atingindo proporções incontroláveis e contraproducentes.
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| Não seria conveniente – tampouco inteligente – para Mr. Richard correr por aí, contando lorotas, patranhas e difamações a respeito do nosso tão amado gênero musical. Afinal de contas, ele sempre reivindica para si o sobranceiro e invejável título de “Rei do Rock”. |
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